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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O que eu aprendi com o Apito Dourado, caso Cardinal e os emails.

BenficaGate

O que eu aprendi com os email...

Imaginem que o Manel assalta um banco. Depois começa a enviar o dinheiro roubado pelo correio para o António. O António começa a gastar o dinheiro, no banco as sirenes tocam, números de serie e coiso, no mundo real a brincadeira acabava aqui, mas imaginemos que o António há e tal não tenho nada a ver com isso, mandaram-me por carta e o Banco precisava de meter uma providência cautelar para impedir que o António continuasse a gastar o dinheiro... Imaginem o que era um juiz NEGAR a providência cautelar e julgar que o António podia continuar a gastar o dinheiro... Seria surreal não seria? Ridículo certo? Absurdo certo? Obviamente o Juiz tinha que levar com um processo disciplinar, ser despedido com justa causa e internado... Ainda bem que estamos a falar de ficção!


“[A concorrência desleal] pressupõe sempre uma economia de mercado, isto é, a existência de concorrência entre empresas na luta pela captação e fidelização da clientela por forma a poderem expandir a sua atividade e ganhar e manter a quota de mercado, sendo certo que são empresas que disputam a mesma clientela, manifestamente, não é concebível uma transferência de adeptos ou sócios de um clube para o outro”.

Brilhante!

Para este juiz provinciano, Porto e Benfica não são clubes de futebol a lutarem por títulos, são empresas a lutarem por clientes! Argumento ridículo, mas mesmo dentro do argumento ridículo, o juiz provinciano espalha-se ao comprido! Para este juiz provinciano, as pessoas já nascem com clube, um miúdo de 8 anos a ouvir que o Benfica é corrupto, certamente não vai influenciar a sua decisão de escolha de clube e o destino de centenas\milhares de euros que vai dar a esse clube durante a sua vida!


Vamos ler a lei!

Constituem concorrência desleal os actos de concorrência contrários às normas e usos honestos de qualquer ramo de actividade económica, com o objetivo essencial de desviar clientela. A título exemplificativo, constituem actos de concorrência desleal a criação de confusão com a empresa, bens ou serviços de concorrentes e as falsas afirmações visando desacreditar concorrentes, entre outros.

A lei é clara e diz que concorrência desleal têm "com o objetivo essencial de desviar clientela", não diz "com o ÚNICO objetivo de desviar clientela".

É que nem refugiar-se na letra da lei o traste do juiz pode, para defender a decisão inqualificável de negar a providência cautelar.


Caso Cardinal

O que eu aprendi com o caso cardinal...

Imaginem que eu era o Presidente do Benfica e pedia ao Meireles que andasse a meter dinheiro na conta de árbitros que não beneficiassem o Benfica, na tentativa de incrimina-los e irradia-los do futebol. Ficavam só os que beneficiavam o Benfica. No máximo, o Meireles se fosse apanhado, apanhava uma penazita suspensa, a mim e ao Benfica, limpinho, limpinho, limpinho, nada, zero, caso fechado!


Apito Dourado

O que eu aprendi com o apito dourado...

Imaginem que eu era o Presidente do Benfica, no próximo fim-de-semana havia um Benfica Sporting, já foram nomeados os árbitros, eu mando o meu director de comunicação telefonar para todas as redacções, tv's, rádios, jornais, a avisar que sexta-feira as 18:00 vou dar uma conferência de imprensa. Sexta-feira chego à conferência de imprensa acompanhado do arbitro nomeado para o jogo, passo-lhe um cheque de 1 milhão de euros, tiro fotografias com o árbitro com o cheque na mão e vamos todos embora... Eu podia fazer isto com toda a impunidade, para a justiça Portuguesa isto não é nada. No Sábado joga-se à bola, não acontece nada relevante a nível da arbitragem, logo para a justiça Portuguesa tudo bestial! Não importa que o árbitro a quem eu dei 1 milhão de euros, passe a longa carreira dele a roubar o Porto e Sporting e a beneficiar o Benfica, não importa que no jogo em questão o Benfica aos 10 minutos já tivesse a ganhar 3-0 e não era preciso colinho, ter-lhe dado 1 milhão de euros é irrelevante, não é corrupção, basta o Coroado ir a tribunal dizer que no jogo não se passou nada de anormal e caso fechado! O Coroado... um ladrão, um ponta de lança da camorra do norte, o mesmo Coroado escreve o que escreve no jornal da camorra do norte. 


Todos os jogos do apito dourado eram antes das competições europeias... o Porto fazia descansar meia equipa e comprava o árbitro caso as coisas se complicassem... tudo normal para a justiça Portuguesa.



As leis da Republica Portuguesa não entram na camorra do norte.

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